
Imagem gerada por I.A.
Para imaginar como o Brasil estaria hoje se Bolsonaro tivesse sido reeleito, precisamos considerar as tendências e políticas que marcariam esses três anos adicionais (2023, 2024 e 2025).
É importante deixar claro o seguinte: Este artigo não é baseado em minha crença pessoa ou até mesmo no plano de Governo do Bolsonaro durante as eleições de 2022. O que estou fazendo aqui é pegar o que foi feito durante o Governo Bolsonaro e dar continuidade comparando com o que o atual governo está fazendo.
GASOLINA
No final do governo Bolsonaro, em dezembro de 2022, o preço médio do litro da gasolina no Brasil estava em torno de R$ 4,96.
PIS/Cofins sobre Diesel e Gás de Cozinha (GLP): Essa medida foi uma das mais notórias para tentar conter o aumento dos preços dos combustíveis. Houve momentos em que o PIS/Cofins e a Cide sobre a gasolina e o etanol também foram zerados temporariamente.
O preço médio da gasolina no Brasil, de acordo com os dados mais recentes de final de junho de 2025, está em torno de R$ 6,23 por litro.
Em março de 2023, o governo Lula retomou a cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol. Essa medida resultou em um aumento da alíquota do imposto para R$ 0,47 por litro da gasolina.
Inflação
A inflação no Brasil no ano de 2022, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 5,79%. Destaques da Inflação em 2022:
- Queda em Relação a 2021: Esse resultado representou uma queda significativa em comparação com 2021, quando o IPCA acumulou 10,06%.
- Acima da Meta: Apesar da desaceleração, a inflação em 2022 permaneceu acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 3,5% com um teto de 5%. Foi o quarto ano consecutivo em que a inflação oficial superou o limite superior da meta.
- O grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pelo impacto na inflação de 2022, com alta de 11,64%.
- Em seguida, Saúde e cuidados pessoais também teve uma variação considerável de 11,43%.
- Desaceleração no Final do Ano: Nos últimos meses de 2022, houve uma desaceleração, com quedas mensais em setembro (-0,29%) e agosto (-0,36%), e um aumento de 0,62% em dezembro. Essa desaceleração foi impulsionada, em parte, pela redução dos preços da gasolina.
- Em resumo, 2022 foi um ano de inflação ainda elevada no Brasil, mas com um alívio em relação ao ano anterior, embora persistisse acima do teto da meta..
As expectativas para a inflação no Brasil em 2025, sob o governo Lula, têm sido revisadas por economistas e pelo Banco Central. As projeções mais recentes, baseadas no Boletim Focus do Banco Central, indicam uma inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em torno de 5,18% para o final de 2025.
É importante notar que, apesar das projeções mostrarem uma tendência de queda, tanto a estimativa do mercado (5,18%) quanto a do Banco Central (4,9%) ainda estão acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025. A meta é de 3,0%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
Inflação em 2024 (IPCA): O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano de 2024 em 4,83%.
Projeção para 2025 (IPCA): As projeções mais recentes do Banco Central indicam uma inflação de 4,9% para 2025, enquanto o mercado financeiro, através do Boletim Focus, projeta 5,18%.
Projeção para 2025 (IPCA): As projeções mais recentes do Banco Central indicam uma inflação de 4,9% para 2025, enquanto o mercado financeiro, através do Boletim Focus, projeta 5,18%.
Comparando o resultado de 2024 (4,83%) com a projeção do Banco Central para 2025 (4,9%), há uma leve alta. No entanto, se considerarmos a projeção do Boletim Focus (5,18%), a diferença é um pouco maior.
É importante notar que ambas as projeções para 2025 (4,9% e 5,18%) estão acima do teto da meta de inflação para o ano, que é de 4,5%..
É importante notar que ambas as projeções para 2025 (4,9% e 5,18%) estão acima do teto da meta de inflação para o ano, que é de 4,5%..
dolar
O governo Bolsonaro encerrou em 31 de dezembro de 2022. No final do seu mandato, a cotação do dólar estava em um patamar próximo de R$ 5,30.
É importante notar que, durante o governo Bolsonaro, o dólar teve bastante volatilidade. Chegou a atingir picos históricos, como R$ 5,90 em maio de 2020 (impactado pela pandemia de COVID-19 e incertezas políticas), e também se aproximou dos R$ 5,00 em outros momentos.
A cotação do dólar é influenciada por uma série de fatores, tanto internos (como a situação fiscal do país e a política monetária) quanto externos (como a economia global, taxas de juros nos EUA e eventos geopolíticos).
Em abril de 2022 o dólar chegou no valor mais baixo alcançado pelo governo Bolsonaro de R$ 4,65. Porém ao concluir o governo Bolsonaro, no dia 31 de Dezembro de 2022 o dólar estava na casa de R$ 5,18.
A cotação do dólar no governo Lula (terceiro mandato, iniciado em janeiro de 2023) tem apresentado volatilidade, mas com uma tendência geral de alta em alguns períodos, especialmente em 2024.
Dólar no Governo Lula: Cenário Geral
- Início do Mandato (2023): Em janeiro de 2023, o dólar chegou a apresentar uma queda significativa, caindo cerca de 5% no primeiro mês do governo Lula. No entanto, ao longo de 2023, houve oscilações, e a moeda fechou o ano ao redor de R$ 4,85.
- 2024: Este ano foi marcado por uma alta mais acentuada do dólar. A moeda atingiu novos recordes nominais para o período do governo Lula, chegando a superar os R$ 6,00 em dezembro de 2024 e os R$ 5,80 em novembro de 2024, por exemplo. Em junho de 2024, o dólar chegou a R$ 5,46, marcando o maior nível do governo até então.
- 2025 (projeções e início do ano): No início de 2025, o dólar continuou a mostrar variação. Há relatos de a moeda ter atingido R$ 5,75 em março de 2025, embora também tenha apresentado quedas significativas em outros momentos, chegando a R$ 5,40 em julho de 2025.
Obras
Durante o governo Bolsonaro, foram realizadas diversas obras de pavimentação e melhorias em rodovias federais. Algumas das vias que tiveram trechos pavimentados ou concluídos incluem:
- BR-230 (Transamazônica), no Pará: Um trecho de 102 quilômetros entre Itupiranga e Novo Repartimento teve a pavimentação concluída.
- BR-163, no Pará e Mato Grosso: O último trecho da BR-163 no Pará, entre Moraes Almeida e Novo Progresso, teve 51 km reconstruídos. Além disso, houve a conclusão da duplicação de 168 quilômetros da BR-163/364/MT, entre Cuiabá e Rondonópolis.
- BR-158, no Pará: Pontes e trechos entre Redenção e Santana do Araguaia (PA) foram construídos ou tiveram obras de infraestrutura.
- BR-235/PI: 72 quilômetros de pavimentação foram entregues no Piauí.
- BR-101: Houve duplicações em trechos da BR-101 em estados como Bahia, Espírito Santo, Alagoas e Sergipe.
- BR-364/RO: A Ponte do Abunã, em Rondônia, foi uma obra entregue.
- BR-163/PR: 12,5 quilômetros de duplicação entre Cascavel e Marmelândia foram entregues no Paraná.
É importante notar que, embora muitas obras tenham sido concluídas, o Brasil ainda possui uma grande parte de sua malha rodoviária sem pavimentação. Em 2022, a Pesquisa CNT de Rodovias indicou que o país registrou 65.800 km de rodovias federais pavimentadas, um avanço de 2,5% na década.
Com base nos dados mais recentes do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgados em dezembro de 2024, o Brasil possui 11.941 obras públicas paralisadas.
Principais Destaques
- Percentual: Esse número corresponde a 52% das obras contratadas com recursos federais que estão em andamento, ou seja, mais da metade dos empreendimentos com verba da União estão parados.
- Setores Mais Afetados: As áreas de educação e saúde concentram a maior parte dessas paralisações, com 8.674 empreendimentos nessas condições, o que representa 72,6% do total.
- Investimento: Cerca de R$ 9 bilhões já foram gastos nessas obras paralisadas, e seriam necessários mais R$ 20 bilhões para concluí-las.
- Estados com Mais Obras Paradas:
- Maranhão: 1.232 obras paralisadas (62% dos contratos com recursos federais no estado).
- Bahia: 972 obras paralisadas (57% dos contratos).
- Pará: 938 obras paradas (77% dos contratos).
Observações Adicionais
É importante notar que, embora o número de obras paralisadas tenha aumentado entre 2022 e 2024 (passando de 8.603 para 11.941), o valor total estimado para a conclusão dessas obras diminuiu, de R$ 32,23 bilhões em 2023 para R$ 29,36 bilhões em 2024. Isso pode indicar uma maior paralisação de projetos de menor porte.
É importante notar que, embora o número de obras paralisadas tenha aumentado entre 2022 e 2024 (passando de 8.603 para 11.941), o valor total estimado para a conclusão dessas obras diminuiu, de R$ 32,23 bilhões em 2023 para R$ 29,36 bilhões em 2024. Isso pode indicar uma maior paralisação de projetos de menor porte.
Houve iniciativas para retomar obras, especialmente na área da educação. Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) de dezembro de 2024 indicam uma redução no número de obras de educação paralisadas e inacabadas, que caiu para 2.701 (sendo 1.787 inacabadas e 914 paralisadas), uma redução de 51% em relação a períodos anteriores.
O cenário de obras paralisadas é considerado alarmante pelo TCU, evidenciando desafios na gestão e planejamento dos recursos públicos.
O governo Bolsonaro foi, de fato, um período de instabilidade considerável, em grande parte devido a choques globais como a pandemia de COVID-19 e a guerra na Ucrânia. No entanto, apesar desses desafios, o período registrou investimentos significativos, crescimento econômico, valorização do Real e redução da inflação.
Se fizessemos uma análise mais completa, poderíamos expandir essa comparação para incluir outros aspectos cruciais, como a gestão das estatais, os índices de corrupção, a situação da segurança pública e as políticas para o meio ambiente.
Em um cenário alternativo, poderíamos inferir que a gasolina estaria mais barata. Isso se deveria, em grande parte, à queda do dólar, que aliviaria a pressão sobre os preços dos combustíveis importados. Além disso, teríamos uma inflação mais controlada e a continuidade das obras por todo o Brasil, impulsionando a economia.